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As chances de “O Agente Secreto” para o Oscar 2026

Uma fotografia em plano médio mostra o ator Wagner Moura, barbudo e com cabelo escuro, vestido com uma camisa de botão branca de manga curta, cinto de couro marrom e jeans. Ele está de pé em um orelhão, segurando o fone vermelho do telefone na orelha esquerda com a mão esquerda e olhando para a direita. O orelhão é coberto por uma cúpula amarela. O fundo é uma parede coberta por pôsteres em preto e branco de homens com textos sobrepostos em português.

O cinema brasileiro vive um momento de ouro em Hollywood. Pelo segundo ano consecutivo, o país chega à cerimônia do Oscar com protagonismo, desta vez impulsionado por “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. Com quatro indicações, incluindo a prestigiosa categoria de Melhor Filme, a produção nacional coloca o Brasil em uma vitrine histórica, mas enfrenta concorrentes de peso em uma das edições mais imprevisíveis dos últimos tempos.

Talento brasileiro além das fronteiras

A presença brasileira nesta 98ª edição não se limita apenas às produções nacionais. Um dos grandes destaques técnicos da noite é o diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado pelo seu aclamado trabalho no drama americano “Sonhos de Trem”. Embora o filme, disponível na Netflix e dirigido por Clint Bentley, seja uma produção dos Estados Unidos, o olhar de Veloso conquistou a Academia, colocando-o como um forte candidato na categoria de Melhor Fotografia. Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a indicação de Veloso é uma das apostas mais sólidas para o Brasil nesta temporada.

O favoritismo em Filme Internacional

De acordo com especialistas ouvidos pelo portal Metrópoles, a categoria de Melhor Filme Internacional é onde reside a maior esperança de vitória para o Brasil. Após a conquista de “Ainda Estou Aqui” em 2025, o país tenta um feito raro: vencer a categoria por dois anos seguidos. Segundo a jornalista Miriam Spritzer e o crítico Marcio Sallem, o longa tem uma recepção política e narrativa muito forte, embora o norueguês Valor Sentimental” apareça como o grande rival após vencer o Bafta.

Uma fotografia em grupo reúne o numeroso elenco e a equipe do filme "O Agente Secreto" em um evento formal. Cerca de vinte pessoas posam sorridentes e abraçadas sobre um tapete vermelho, tendo ao fundo um painel amarelo vibrante com logotipos de patrocinadores e uma grande ilustração abstrata em vermelho que lembra as asas de uma borboleta.

O grupo apresenta uma composição diversa de idades e estilos: homens e mulheres vestem trajes que variam entre vestidos elegantes, ternos casuais e roupas modernas sem manga. No centro da imagem, destacam-se figuras como o ator Wagner Moura e a atriz Maria Fernanda Cândido, cercados por outros integrantes do elenco que aparecem tanto de pé quanto agachados à frente, transmitindo uma atmosfera de celebração e união.
Elenco de “O Agente Secreto”(Foto: Brazil News).

Wagner Moura e a disputa de Melhor Ator

Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator. Embora tenha vencido o Globo de Ouro, a corrida para a estatueta dourada segue acirrada. Conforme análise da CNN Brasil, Michael B. Jordan (“Pecadores”) assumiu o favoritismo na reta final após vencer o prêmio do sindicato dos atores (SAG/Actors Awards). Timothée Chalamet (“Marty Supreme”), que começou a temporada como líder, perdeu fôlego, o que, segundo especialistas, pode abrir uma “terceira via” para Moura, embora as chances ainda sejam consideradas remotas diante da força das produções americanas.

As categorias técnicas e o recorde de “Pecadores”

Uma das grandes novidades deste ano é a categoria de Melhor Direção de Elenco, onde o brasileiro Gabriel Domingues concorre pelo trabalho em “O Agente Secreto”. O trabalho de Domingues foi primoroso ao misturar astros consagrados, como Maria Fernanda Cândido, com novos talentos e atores locais.

Já em Melhor Filme, a disputa parece polarizada. Segundo a CNN Brasil, a briga direta está entre “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, e “Pecadores”, de Ryan Coogler, que estabeleceu um recorde histórico nas principais categorias.

O que esperar da noite

Independentemente do número de estatuetas, o consenso entre os especialistas é de que o Brasil consolidou seu espaço. O simples fato de figurar em quatro categorias centrais já é uma vitória para a indústria nacional, garantindo que o cinema brasileiro seja visto e respeitado globalmente.

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