O cinema brasileiro vive um momento de ouro em Hollywood. Pelo segundo ano consecutivo, o país chega à cerimônia do Oscar com protagonismo, desta vez impulsionado por “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. Com quatro indicações, incluindo a prestigiosa categoria de Melhor Filme, a produção nacional coloca o Brasil em uma vitrine histórica, mas enfrenta concorrentes de peso em uma das edições mais imprevisíveis dos últimos tempos.
Talento brasileiro além das fronteiras
A presença brasileira nesta 98ª edição não se limita apenas às produções nacionais. Um dos grandes destaques técnicos da noite é o diretor de fotografia Adolpho Veloso, indicado pelo seu aclamado trabalho no drama americano “Sonhos de Trem”. Embora o filme, disponível na Netflix e dirigido por Clint Bentley, seja uma produção dos Estados Unidos, o olhar de Veloso conquistou a Academia, colocando-o como um forte candidato na categoria de Melhor Fotografia. Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a indicação de Veloso é uma das apostas mais sólidas para o Brasil nesta temporada.
O favoritismo em Filme Internacional
De acordo com especialistas ouvidos pelo portal Metrópoles, a categoria de Melhor Filme Internacional é onde reside a maior esperança de vitória para o Brasil. Após a conquista de “Ainda Estou Aqui” em 2025, o país tenta um feito raro: vencer a categoria por dois anos seguidos. Segundo a jornalista Miriam Spritzer e o crítico Marcio Sallem, o longa tem uma recepção política e narrativa muito forte, embora o norueguês “Valor Sentimental” apareça como o grande rival após vencer o Bafta.

Wagner Moura e a disputa de Melhor Ator
Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator. Embora tenha vencido o Globo de Ouro, a corrida para a estatueta dourada segue acirrada. Conforme análise da CNN Brasil, Michael B. Jordan (“Pecadores”) assumiu o favoritismo na reta final após vencer o prêmio do sindicato dos atores (SAG/Actors Awards). Timothée Chalamet (“Marty Supreme”), que começou a temporada como líder, perdeu fôlego, o que, segundo especialistas, pode abrir uma “terceira via” para Moura, embora as chances ainda sejam consideradas remotas diante da força das produções americanas.
As categorias técnicas e o recorde de “Pecadores”
Uma das grandes novidades deste ano é a categoria de Melhor Direção de Elenco, onde o brasileiro Gabriel Domingues concorre pelo trabalho em “O Agente Secreto”. O trabalho de Domingues foi primoroso ao misturar astros consagrados, como Maria Fernanda Cândido, com novos talentos e atores locais.
Já em Melhor Filme, a disputa parece polarizada. Segundo a CNN Brasil, a briga direta está entre “Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, e “Pecadores”, de Ryan Coogler, que estabeleceu um recorde histórico nas principais categorias.
O que esperar da noite
Independentemente do número de estatuetas, o consenso entre os especialistas é de que o Brasil consolidou seu espaço. O simples fato de figurar em quatro categorias centrais já é uma vitória para a indústria nacional, garantindo que o cinema brasileiro seja visto e respeitado globalmente.




