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Diário de bordo de uma jornalista iniciante

Uma fotografia com iluminação quente e acolhedora em estilo "flat lay". No centro, um caderno de capa de couro marrom (estilo traveler's notebook) está fechado com um elástico. Sobre ele, repousa uma caneta tinteiro preta com detalhes em prata, onde se lê a inscrição "Kaweco AL Sport". O caderno está apoiado sobre um tecido rústico de juta em uma mesa de madeira escura, criando uma atmosfera de escrita clássica e reflexiva.

Escolhi este dia como um marco. Não apenas pelo calendário, mas pelo simbolismo que ele carrega. Hoje, enquanto o mundo celebra o Dia Internacional das Mulheres, publico minha primeira coluna na Gazeta do Saber.

Você deve estar pensando, ou talvez nem tenha parado para supor, que estas linhas são escritas por uma jovem adulta em seus plenos 23 anos, transbordando a ansiedade típica das primeiras pautas. Ledo engano. Sou uma menina e, ao mesmo tempo, uma mulher de 40 anos. E, sendo bem franca, considero esta a melhor fase da minha vida.

Este é um momento emblemático. Unir a estreia deste portal ao meu próprio “renascimento” como colunista, justamente aos 40, cria uma narrativa que eu não poderia ignorar. Celebrar esta nova jornada no Dia das Mulheres é reafirmar que a nossa maturidade não é um ponto final, mas um fôlego novo para recomeços poderosos.

Sinto que consigo realizar tudo, apesar do cansaço inevitável de dividir os meus dias entre duas vocações que se alimentam: a de professora e a de jornalista. Como pedagoga, já não posso dizer que sou uma iniciante. São vinte anos de sala de aula que batem à porta de forma tímida e, ao mesmo tempo, voraz, exatamente como a efervescência de uma turma cheia de vida.

Uma foto em estilo "flat lay" com iluminação quente e suave sobre uma mesa de madeira escura. No centro, há um caderno de capa de couro marrom claro (estilo traveler's notebook) fechado com um elástico fino. Sobre o caderno, repousa uma caneta tinteiro preta de corpo facetado com a inscrição "Kaweco AL Sport". O conjunto está posicionado sobre um pedaço de tecido de juta rústico. Ao fundo, percebem-se detalhes desfocados de um pires de vidro e o que parece ser o ambiente de uma cafeteria.
O início de uma jornada. (Foto de Phuong Luu, Pixabay)

Quando me deparo com essa realidade, percebo o quanto o tempo é um sopro. Vejo ex-alunos que se eternizaram em mim, colegas com quem dividi angústias, conquistas, medos e aquelas inseguranças que só quem vive a educação conhece. São tantas histórias, tantas vidas cruzadas… E todas elas só dialogaram comigo graças ao poder da comunicação.

Dizer que a comunicação está presente em tudo parece clichê. E, com certeza, é. Mas os clichês só sobrevivem porque guardam verdades absolutas. Foi a palavra, escrita, falada ou sentida, que me trouxe até aqui.

Estrear este portal hoje, como mulher, educadora e agora jornalista, é reafirmar que o tempo não é um limitador, mas um repertório de saberes. A Gazeta do Saber nasce com essa missão: ser um espaço para a cultura, para a educação e para o bom uso da nossa língua, sem perder a humanidade de perceber que a vida acontece nos detalhes.

Este é o meu diário de bordo. A viagem está apenas começando, e o convite para o café e para a leitura está feito.

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